Dando continuidade a apresentação de dados biográficos sobre vultos históricos e personalidades de destaque naturais de Prados ou que aqui criaram raízes, assim como cidadãos que deram o nome a ruas do Município, nosso biografado desta coluna é o Dr. Viviano da Silva Caldas, que dá o nome a nossa principal praça e a Escola estadual da cidade. .
José Bonifácio Vale, em seu magnífico livro “Prados, história e tradição”, que está em seus preparativos finais para edição, nos traz um artigo do antigo jornal Semanário local “Cidade de Prados” sobre o Dr Viviano Caldas.
Nasceu o Dr. Viviano da Silva Caldas em Recife, a 9 de setembro de 1867, e era filho de Viviano da Silva e de D. Josefina da Silva Caldas.
Médico acatadíssimo pelo seu copioso cabedal científico, possuidor de numerosa clínica, seguia à risca os ditames de sua ética profissional.
Espírito exornado de acrisoladas virtudes, era o Dr. Viviano, o ídolo do povo de seu município, que o venerava como um grande benfeitor.
Foi durante muitos anos Presidente da Câmara Municipal de Prados e acatado Chefe Político do Município, ao qual prestou relevantes serviços. Deputado Estadual em várias legislaturas e estava indicado para ocupar uma cadeira no Senado Mineiro, quando a morte implacável o arrebatou, a 11 de abril de 1929.
O mais antigo Grupo Escolar local tem o seu nome, porque foi ele o seu fundador.
Excessivamente modesto e retraído, os raros dotes intelectuais e morais do Dr. Viviano Caldas a muita gente passaram despercebidos: avaliá-los condignamente só coube a seus admiradores, que eram em grande número.
Como político e homem público é que a sua distinta personalidade cresce de ponto, tanto assim é que, tendo ele chefiado a política de um município pequeno e relativamente pobre, no Congresso estadual, de que era um dos mais brilhantes membros, destacou-se logo pela sua atuação ponderada e inteligente ali e perante o Governo, conquistando a estima, respeito e admiração de seus pares e do disciplinado eleitorado deste Município.
O Dr. Viviano, como político, pedia e não mandava, ao inverso do que acontece a muitos chefes eleitorais.
Embora pernambucano, radicou-se com tal amor a esta pequenina cidade, que se dizia lídimo pradense; tanto assim que, em tratamento de saúde, no Rio de Janeiro, reconhecendo, como médico que era, a marcha da enfermidade que o definhava dia a dia, pediu para ser transportado para Prados, onde desejaria repousar para o sempre.
Ao saudoso chefe Dr. Viviano Caldas bem se pode aplicar o pensamento de Horácio, grande poeta do antigo Lácio – Nom omnis moriar – “Não morrerei de todo; parte de minha obra há de sobreviver-me”.
Sim, cada rua desta cidade, cada estabelecimento público local, e muitos melhoramentos deste Município recordarão eternamente a memória benemérita do involvidável Chefe – Dr. Viviano da Silva Caldas.
(Extraída da “Cidade de Prados”, antigo periódico local)
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