A Defesa Civil Estadual emitiu alerta para a persistência de instabilidade atmosférica em Minas Gerais entre os dias 24 e 31 de janeiro, em decorrência da atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). O cenário prevê chuvas frequentes e, em alguns momentos, intensas, acompanhadas de rajadas de vento e possibilidade pontual de granizo, o que eleva o risco de alagamentos, enxurradas, deslizamentos de terra, quedas de árvores e destelhamentos, especialmente em áreas mais vulneráveis.
Em Prados, dados do monitoramento pluviométrico da Defesa Civil Municipal apontam que, entre os dias 17 e 26 de janeiro, o volume acumulado de chuvas já chegou a 128,34 milímetros, evidenciando a continuidade e a intensidade das precipitações no município. Com a previsão de manutenção das chuvas na região do Campo das Vertentes, cresce a preocupação com a saturação do solo, a elevação do nível dos cursos d’água e a possibilidade de movimentos de massa, sobretudo em taludes e áreas próximas ao Córrego Central.
De acordo com o monitoramento hidrológico, o Córrego Central tem apresentado elevação significativa de nível mesmo com baixos volumes de chuva, o que indica um estado avançado de encharcamento do solo em toda a bacia de contribuição. Dados comparativos reforçam esse cenário: em novembro, níveis próximos de 75 centímetros eram registrados apenas após chuvas em torno de 27,8 mm; atualmente, precipitações de aproximadamente 8 mm já elevam o nível do córrego para cerca de 62,5 cm. Esse comportamento demonstra a redução da capacidade de infiltração do solo e uma resposta hidrológica mais rápida da bacia, aumentando o risco de elevações súbitas do nível da água e de enxurradas, mesmo em eventos considerados de menor intensidade.
Como medida emergencial, a Defesa Civil tem realizado ações pontuais de proteção de encostas com lonas plásticas, com o objetivo de reduzir a infiltração direta da água da chuva e mitigar, de forma imediata, o risco de agravamento das instabilidades. O órgão ressalta, no entanto, que essa solução possui caráter paliativo, não substituindo intervenções estruturais adequadas.
Paralelamente, a COMPDEC vem mapeando áreas suscetíveis e orientando o poder público e a população sobre soluções eficazes e de base natural, com destaque para o uso do capim-vetiver. A planta possui raízes profundas, que podem atingir até seis metros, e quando implantada em linhas contínuas, com espaçamento reduzido entre as mudas, apresenta alta capacidade de estabilização do solo, contribuindo para conter o surgimento ou agravamento de áreas com instabilidade geológica, além de favorecer a drenagem e a proteção ambiental das encostas.
A Defesa Civil orienta a população a manter atenção redobrada a sinais de risco, como trincas em muros ou no solo, afundamentos, inclinação de árvores ou postes e surgimento de água barrenta nas encostas. A identificação precoce desses indícios é fundamental para a adoção de medidas preventivas e para o acionamento imediato da Defesa Civil Municipal.
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