Ladies and gentlemen, espero que estejam bem, confortáveis e ouvindo um bom som neste momento… e só para os que merecem, isso, vocês, é hora de falar sobre como foi o 17º Encontro Nacional de motociclistas de Prados, na ótica desse humilde velho homem do rock, ex-cabeludo, mas eternamente headbanger, que vos escreve. Vamos lá?
A gente esperou 1 ano inteiro por esse evento, o nosso carnaval, aliás a espera foi de 2 anos, mas valeu a pena hein, o último fim de semana foi épico aqui nessa terra de dona Hipólita, terra da música, lugar calminho que parece um presépio. Calmaria essa, que foi quebrada pelo ronco dos motores, e foram muitos, de maneira oficial 105 motoclubes de 4 estados diferentes estiveram presentes, era muita gente bonita e de bem com a vida num lugar só, parecia até show de rock, e era… um desfile de sons, de clássicos, tudo regado a uma atmosfera extremamente especial. Mas antes do rock, o evento…
Se algum dia você for dar uma festa e não souber como organizar, chame o pessoal do motoclube Lobos das Vertentes e o time da Prefeitura de Prados, eles sabem como fazer. Organizaram um festão, bem divulgado, com estandes, churrascão, shows bem dentro do cronograma, área de camping, e funcionou, isso aqui estava lotado, dezenas de motoclubes, muitos motociclistas solitários e gente que, assim como eu e minha família, curte um evento de gente inteligente, do tipo que não disputa espaço, que conversa coisas interessantes e não fica por aí estranhando e incomodando os coleguinhas.
Segundo o nosso grande parceiro Tenente Ricardo, da PM, tivemos zero incidentes nessa cidade de Prados naquele fim de semana, e da parte dos organizadores, também tudo dentro dos conformes. Aliás, dentro dos conformes também foram os artesãos que aproveitaram o público para fazer bons negócios, com a venda de cintos, carteiras, bolsas, muita coisa de couro, e Dulce foi além, criou lindos chaveiros temáticos em forma de guitarra. Esse colunista garantiu o seu e ficou muito feliz.
A Apae também participou, e além do artesanato que expôs, sorteou como tradicionalmente acontece, uma jaqueta e um colete de couro. A Carmem ganhou a jaqueta e a Flávia, o colete. Se deram bem as duas hein, parabéns, e a Apae também arrecadou fundos com a ação. Bom demais para todos os lados.
Autoridades também prestigiaram bastante, vimos vários vereadores na festa, o Prefeito Rildo que parece incansável estava todo dia, e deu até entrevista pra locutora. O Diego Alvarenga é prefeito de Nazareno e veio, o Aurélio que é prefeito de SJDR, veio também, e fez até show, mas daqui a pouco a gente fala disso. Vamos deixar aqui um abraço também pro nosso amigo Beto da Inha, dorense que é assessor do Deputado Gustavo Valadares e bateu cartão aqui também, representando o parlamentar. Turma boa, deu pra eu bater papo com cada um aí, e claro, são pessoas que sempre vêm para agregar.
E eu, particularmente, além de conversar com essa turma que tem a importante responsabilidade da caneta na mão, revi muitos amigos de rock, conversei com muita gente aqui de Prados, trabalhei um pouco também hein, mas de verdade… vivi foi um belo fim de semana com minha família e amigos, curtindo na intensidade. Vou deixar registrado aqui que senti falta foi do Ziza, não vi o cara nenhuma vez. Ziza, cadê você, não se esqueça que a idade tá pegando e tô passando o bastão do rock, some não. E por falar nele, o rock, vamos pra ele.
Na sexta, eu curti dois dos 3 shows da noite. O show da Retro Vibes teve um começo tumultuado, com problemas no som, no retorno, eu mesmo que ajudei um pouquinho a arrumar o som com todo prazer, dei aquele apoio pra essa turma top. Mas indiscutivelmente o show deu uma quebrada e foi um pouco prejudicado. Ainda assim, foi um bom show. Teve “Century”, teve “Tarzan Boy”, teve um monte de coisa legal, e assim, Ricardo, Gustavo, Daniel, Diego, Leandro e Felipe… se eles estão no palco, sempre será bom. Nesse show eu soltei até um reel de cima do palco (reveja no perfil do Prados Online).
Na sequência teve a Retro Sessions, a banda do nosso amigo Aurélio Suenes, prefeito de São João dos Queijos. Nessa hora, a galera do som já tinha dado uma melhorada nas coisas e o show rolou mais legal, eu gostei muito do Dire Straits ali bem no início, foi bacana, mas o que a galera curtiu mesmo e chamou a minha atenção foi a dinâmica, músicas sem pausa quase que mixadas entre si (podemos dizer assim), e teve muito pop e rock nacional, povo curtiu. Bom show.
Infelizmente, a família rock’n’roll lá de casa não deu conta de assistir a Soulseek, mas ainda deu tempo de bater uma proza com o Veveto antes da apresentação, fica aqui meu abraço e a certeza de que foi um bom show, porque esse power trio (ainda é um?) não decepciona jamais.
Vem o sábado de rock e eu cheguei bem cedo, no inicinho do show da Atomic Roots, mas desse show eu vou falar daqui a pouco. Ok?
A atmosfera daquela tarde era incrível, grande público, todo mundo no clima, a primeira banda deixou o público quente e pronto, veio a Auêra e deixou o dia de todo mundo ainda melhor, OH GLÓRIA! Em uma leitura interessante do público, não predominaram os clássicos, rolou muito nacional, e até um pouco de pop, e acertaram, o pessoal curtiu demais o Skank na voz do Sirlei. Pra mim, a banda foi sem retoques, e apesar de não ter sido a maioria, rolaram sim os clássicos como Whitesnake, Scorpions, e claro, valeu um abraço do grande Sirlei pra mim quando rolou “Heaven and Hell”, uma honra pra esse colunista. Espetacular. Uma observação aqui é apenas para os organizadores, construtiva claro, para que em uma próxima oportunidade, privilegiem fazer sorteios e afins nos intervalos, par valorizar ainda mais a banda.
E por falar em intervalo, veio ela, a famosa parada da missa, e foi um pouco demorada hein, atrasou um pouquinho o início do show da 040 Rock’n Blues, fato que não passou despercebido pelo vocalista Rogério Lazur. Bom, rolou B.B. King, Stevie Ray Vaughan e tudo aquilo que eu prometi aqui na coluna, eu avisei que era imperdível, e foi. Tenho que agradecer também o Lazur, afinal fui lembrado por ele lá no palco, me sentindo aqui honrado com isso.
Grande Ció Balbino, a gente bateu papo antes do show nesse dia, mas infelizmente eu não consegui ficar para o show da Tutu Marambah, fica aqui meu respeito a essa grande (enorme banda), que manda bem demais, que está em todo encontro de motos que se preze e certamente marcou seu nome aqui. Também fiquei no débito com o pessoal do The Loreans, shows que eu não consegui acompanhar dessa vez.
Faltou alguém? Ah… Faltou a Atomic Roots, e essa eu deixei pro final por um motivo especial, é que todo mundo foi bem, mas esse pessoal foi fora da curva…
Bom, eu respiro rock dia e noite, quem me conhece sabe disso, tem um enorme quadro do Jim no meu escritório, minha filha o chama de tio inclusive, o rock está na minha empresa, na minha família, no treino, na viagem, o rock é a minha essência a um ponto que pode soar até estranho para alguns, mas que pra mim é ponto de equilíbrio e paz, se tem rock eu tô bem, e se alguém me toca a fundo como essa banda tocou, tem que merecer uma tal de menção honrosa aqui nessa mal escrita coluna.
A Atomic Roots é de São Lourenço e tem a seguinte formação: Ana Augusta nos vocais ( e percussão), Boris Wolfenstein na bateria (e na guitarra, e nos vocais também), Alisson Rodrigues na guitarra (e na bateria também), e essa turma fecha com o baixista Helder Carvalho (que também canta).Eu não conhecia a banda pessoalmente, mas tinha visto material, e a expectativa era de um show legal, e como o vocal era feminino, como eu depois disse pra Ana, fui rezando pra não ter muita música da Pitty, um ledo equívoco desse colunista bobinho e inocente. Coitado de mim, que por sorte estava com medo átoa.No começo do show já deu pra ver que tinha algo diferente ali, e aí beleza, tocaram Joan Jett, mas já deu pra entender que aquela moça conseguia atingir notas potentes e difíceis com a voz, e não deu outra… rolou Janis, Tina Turner, quando tocou “Barracuda” então a casa caiu, foi do c@ral$#o, vocês tinham que ter visto aquilo.A Ana ainda mandou “War Pigs” do Black Sabbath, que foi de arrepiar. Mas não paramos por aí, ela mandou bem em absolutamente tuuuuuuuuuuuuuuudooooooooooooo, de The Who a AC/DC. E tem mais, o baixista estava calado, quietinho, marcando bem a banda, e aí quando cantou, arregaçou tudo em “N.I.B.” do Black Sabbath.
O show ainda teve “Jumpin’ Jack Flash” dos Stones e “Roadhouse Blues” de uma tal de The Doors, aquela do titio Jim. Outros pontos precisam ser ressaltados aqui, como o Boris que é um PUTA MÚSICO ( com letra maiúscula mesmo), que até agora eu não sei se era melhor na guitarra, ou na bateria, cantando também mandou bem demais. O guitarrista também é versátil e ao revezar na bateria também não deixou a desejar.Aí teve uma hora que eu fui lá no palco pra fazer umas fotos, pois a essa altura eu já estava convencido de que não era uma banda comum. Lá embaixo, o som estava muito alto, um real exagero até (e não apenas nesse show), mas que àquela altura até ajudava no som que eles faziam e era forte, e lá fui eu, eu fiz as fotos, mas eu vi muito mais do que a lente mostrou, eles estavam em transe lá em cima, era uma energia incrível, um alto nível de cumplicidade e realmente tinha algo diferente ali, e isso explicou todo o resto que eu disse. Se tudo que eu já falei do evento até aqui não tivesse sido tão bom assim (e claro que foi), pra mim, esse show já teria valido todo o fim de semana. Ganharam um fã, parabéns Atomic Roots!
Meu amigo (e minha amiga), se você chegou até aqui, parabéns também a você, que pelo jeito é tão doido quanto eu, dividimos o mesmo sentimento sobre o rock e sobre como ele é capaz de deixar a vida e o mundo melhores a cada dia.
Já me encaminhando para o fim dessas mal escritas linhas, quero deixar um salve a todos os envolvidos: começando pelos Lobos das Vertentes (Chester, Yasmin, Zé do Jorge e demais), passando pelo time de organizadores da Prefeitura encabeçado pelo Rildo e pelo Thiago, músicos, motociclistas, pessoal da segurança, comerciantes, galera do backstage que garantiu essa farra pra gente e nunca é lembrada, os artesãos que abrilhantaram a festa, os comerciantes que tão bem deram conta do recado (haja comida e bebida pra esse povo), e claro, ao público que não decepcionou e quebrou tudo. Que evento fooooooda!
Nos vemos em 2027, pra mais rock, no 18º Encontro Nacional de motociclistas de Prados, e enquanto isso vamos ouvindo e conversando mais sobre o assunto, afinal TODO DIA É DIA DE ROCK.Rodrigo Oliveira
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