Com 8.807 pessoas inscritas, Minas Gerais alcançou o maior número de participantes no Exame Nacional do Ensino Médio para Pessoas Privadas de Liberdade (Enem PPL) desde 2017. O crescimento ultrapassa 30% em relação a 2024, quando o estado teve 6.597 inscrições.
Do total, 6.580 inscritos estão em unidades prisionais administradas pelo Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG), 2.202 em Associações de Proteção e Assistência aos Condenados (Apacs) e outros 25 em instituições prisionais e socioeducativas participantes.
Coordenado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o Enem PPL tem o mesmo formato e nível de dificuldade do exame regular, com 180 questões objetivas e uma redação, aplicadas em dois dias. A prova é considerada uma importante ferramenta de reintegração social, por possibilitar o acesso ao Ensino Superior e à certificação do Ensino Médio.
Segundo Karol Amorim, diretora interina da Diretoria de Ensino e Profissionalização do Depen-MG, o aumento nas inscrições reflete o fortalecimento das políticas de educação dentro do sistema prisional.
“O Enem PPL representa a efetivação do direito à educação para pessoas em situação de prisão. Mais do que um exame, ele é uma oportunidade concreta de transformação social e pessoal, permitindo que essas pessoas retomem seus projetos de vida por meio do estudo”, afirmou.
As provas serão aplicadas nos dias 16 e 17 de dezembro, dentro das próprias unidades prisionais e socioeducativas. O gabarito oficial será divulgado em 29 de dezembro, e os resultados poderão ser usados para acesso ao Sisu, Prouni e Fies, ou para a certificação do Ensino Médio.
Para Rogério Greco, secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, o aumento de participantes mostra o impacto da educação na reconstrução de trajetórias.
“O crescimento nas inscrições demonstra o esforço da Secretaria de Justiça e do Depen-MG para fortalecer a cidadania dentro das unidades prisionais do estado”, destacou.
Karol Amorim reforça que cada inscrição simboliza um avanço na dignidade e autonomia dessas pessoas.
“A educação é uma das ferramentas mais poderosas de ressocialização e reafirma o compromisso do Estado com a humanização do sistema prisional”, concluiu.
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