No último dia 17/01 o eterno Maestro Campos Filho completou seu centenário. Sim, o verbo está no tempo correto, pois apezar de ter deixado este plano em 1997, ele segue sendo nossa referência musical e um ícone da cultura pradense. Pessoas assim não morrem, apenas mudam de plano.
Na ocasião, uma missa foi celebrada em sua homenagem na Matriz de Prados, com a participação especial da Lira Ceciliana, essa mesma que tantas vezes foi regida por ele, e que hoje e regida por seu filho. Uma história que segue.
As homenagens não param por aí. Segundo Alba Campos, filha do mestre, eventos e celebrações são esperados para o decorrer de 2026, incluindo uma exposição sobre sua vida e obra.
Em seu perfil oficial, a Lira Ceciliana prestou homenagens ao professor que a tantos ensinou, o texto transcrevemos abaixo em sua integra:
“Adhemar Campos Filho nasceu no ano de 1926 em Prados. Seu avô, Antônio Américo, tomou para si a missão de ensinar-lhe os primeiros caminhos musicais, tarefa que se mostrou muito fácil, pois a genialidade e a criatividade do garoto se mostravam maiores a cada dia.
Adhemarzinho, como ficou conhecido por muitos, em certo momento da vida, mostrou-se um músico feito, e com a morte do maestro Antônio Américo, em 1944, teve como responsabilidade auxiliar seus tios e tias na condução dos grupos musicais que compõem a Lira Ceciliana.
Com o passar do tempo e das pessoas, Adhemarzinho tornou-se o maestro principal da instituição. Nesse ponto da história, já era um grande compositor, arranjador e regente: a música se rendia diante dele. Dentre suas composições, podemos encontrar maravilhosas missas e ladainhas, que a tantos ajudaram a encontrar a fé, além de dobrados e valsas tão presentes nas retretas. Era também um musicólogo e, nesse papel, trouxe à luz obras de inúmeros compositores do Barroco Mineiro que se mantêm vivas até hoje nas celebrações religiosas.
Com extrema receptividade e amizade, aproximou-se do Maestro Olivier Toni e juntos fundaram um dos maiores patrimônios imateriais de Prados: o Festival de Música. Finalmente e infelizmente, Adhemar Campos Filho nos deixou órfãos em uma tarde de julho do ano de 1997. A cidade de Prados chorou! Com o tempo, o choro se transformou em gratidão e alegria, pois quem neste mundo havia tido o privilégio de aprender e conviver com um mestre de tal calibre? Dessa forma, herdamos um legado construído pela genialidade de um homem simples, mas que soube transformar notas frias em melodias pujantes, simples rituais em tradições perpétuas e, principalmente, cidadãos comuns em músicos brilhantes!”
O mestre vive, e viverá, porque o legado vive. Fica aqui também nossa singela homenagem ao Maestro Adhemar e seu legado, que tanto enobrece a nossa Prados e cada um de nós pradenses.
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