O tabagismo é amplamente conhecido como principal causa do câncer de pulmão, mas seus efeitos vão muito além. Estudos recentes mostram que mulheres fumantes têm até o dobro de risco de desenvolver câncer de colo do útero em comparação com aquelas que não fumam.
Isso acontece porque as substâncias tóxicas do cigarro não ficam restritas aos pulmões: elas se espalham pelo organismo por meio da corrente sanguínea, atingindo diversos órgãos, inclusive o colo do útero, e prejudicando a defesa natural das células.
O câncer de colo do útero, também chamado de câncer cervical, é o quarto tipo mais comum entre as mulheres e tem como principal causa a infecção pelo HPV (papilomavírus humano). Esse vírus pode provocar alterações celulares que, ao longo do tempo, evoluem para um tumor.
Quando associado ao tabagismo, o risco se intensifica. Isso porque o cigarro atua como um facilitador da ação do HPV no organismo, enfraquecendo o sistema imunológico e dificultando o combate ao vírus. Além disso, quanto maior o consumo de cigarros, maior também o risco de desenvolvimento de lesões pré-cancerosas e cancerígenas.
Outro ponto de atenção é que o tabagismo também pode prejudicar o tratamento. Mulheres fumantes tendem a apresentar mais dificuldades durante procedimentos médicos, além de terem uma resposta menos eficaz a tratamentos como quimioterapia e radioterapia.
Apesar dos riscos, o câncer de colo do útero é considerado um dos mais preveníveis. A principal forma de proteção é a vacinação contra o HPV, recomendada para crianças e adolescentes, além do acompanhamento regular com exames preventivos, como o teste de DNA-HPV, já disponível pelo SUS.
Parar de fumar também é uma medida essencial. Mesmo após interromper o hábito, o organismo pode levar anos para reduzir completamente os efeitos do tabaco, mas os riscos diminuem progressivamente com o tempo.
A informação e a prevenção continuam sendo as maiores aliadas da saúde feminina.
Prados Online
2012 Prados Online | cnpj: 15.652.626/0001-50