A Polícia Civil de Barroso, sob o comando do delegado Dr. Roberto, cumpriu nesta quarta-feira (12), em Barbacena, um mandado de prisão preventiva contra um profissional da área de Fonoaudiologia investigado por supostos crimes de violação sexual mediante fraude.
Segundo as investigações, o profissional havia prestado serviços junto à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Barroso, onde teriam ocorrido situações que passaram a ser investigadas pela Polícia Civil.
O inquérito foi instaurado após denúncias apresentadas às autoridades. De acordo com a investigação, seis mulheres relataram possíveis abusos durante atendimentos relacionados aos serviços prestados pelo profissional.
Conforme os relatos, o investigado atendia os filhos das mulheres e, posteriormente, teria entrado em contato com algumas delas, convidando-as a comparecer ao consultório sob a justificativa de ensinar procedimentos que deveriam ser realizados com as crianças. Ainda segundo os depoimentos, durante esses encontros teriam ocorrido toques de natureza inadequada.
O profissional prestou depoimento à Polícia Civil e negou as acusações.
Diante dos elementos reunidos durante a investigação, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do suspeito. O pedido foi aceito pela Justiça e o mandado foi cumprido em Barbacena.
Após a divulgação do caso, a APAE de Barroso emitiu uma nota oficial esclarecendo as providências adotadas pela instituição desde que tomou conhecimento das denúncias.
De acordo com a entidade, o profissional permaneceu prestando serviços na instituição por aproximadamente 28 dias. A APAE informou que, durante esse período, recebeu duas denúncias formuladas por mães de usuários, relatando situações envolvendo o profissional.
Segundo a nota, tão logo a direção tomou conhecimento dos relatos, foram adotadas providências institucionais, com a suspensão do profissional de suas atividades e a proibição de novos atendimentos na entidade. Após a apuração inicial e diante da gravidade das denúncias, foi realizado o desligamento do profissional.
A instituição afirmou ainda que orientou as famílias envolvidas sobre a necessidade de procurar os órgãos competentes e que colaborou integralmente com a Polícia Civil, disponibilizando informações e documentos solicitados para auxiliar nas investigações.
A APAE de Barroso destacou também que as denúncias inicialmente apresentadas à instituição estavam relacionadas a situações envolvendo as mães dos usuários, e não a relatos de ocorrências envolvendo as crianças atendidas pela entidade.
Na nota, a instituição lamentou os fatos relatados e reafirmou seu compromisso com a proteção, a segurança, a dignidade e o bem-estar de seus usuários e familiares, ressaltando que não compactua com qualquer forma de violência, abuso ou violação de direitos.
A APAE informou que mantém seu compromisso de oferecer um ambiente acolhedor, seguro e respeitoso às pessoas atendidas pela instituição.
As investigações da Polícia Civil continuam para esclarecer as circunstâncias dos fatos e reunir os elementos necessários ao processo. O investigado permanece sob custódia em razão do cumprimento do mandado de prisão preventiva.
Segue abaixo a nota de esclarecimento da APAE de Barroso:
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