No próximo domingo, nossa querida Prados celebra seus 322 anos, e o clima já é de festa. A programação oficial conta com brincadeiras para as crianças, atividades esportivas e muita música ao longo do fim de semana. Mas este também é tempo de homenagens.
É nesse espírito que trazemos o poema escrito em 2021 pela professora Graciane Cristina Morais, a Bizuca, como é carinhosamente conhecida em Prados, ou “Tia Bizuca”, como a chamam seus alunos.
Graciane é professora da rede municipal há 19 anos, pós-graduada e já conhecida pelos leitores do Prados Online por seu trabalho diferenciado, promovendo experiências de aprendizado com aulas práticas em fazendas e casarões históricos da nossa cidade.
Apaixonada pelo ensino e pela história de Prados, ela transformou esse sentimento em versos que nos enchem de orgulho. Seu poema já foi utilizado em atividades escolares, recitado em eventos como o Pradense Ausente e segue como uma forma sensível e poderosa de manter viva a nossa identidade.
Nossa cidade surgiu com a descoberta de ouro, mas tem muito mais história sobre esta terra para ser contada, para ser descoberta. Quando o ouro acabou os pradenses continuaram produzindo outras riquezas.. O poema conta em verso e rima um pouco destes mais de 300 anos de história. Uma terra, muitas riquezas, brava história… Autora: Graciane Cristina Morais Outrora chegaram dois viajantes audazes, os famosos bandeirantes. A pedra preciosa, tão procurada fora nesta terra enfim encontrada. A terra bruta lapidaram um veio na terra virgem fora aberto as minas germinaram o ouro estava descoberto. Veio a gente com sua devoção erguendo a capela pra Imaculada Conceição casarões surgiram ao seu lado ali começava o novo povoado. Por muito tempo adiante fora a riqueza abundante o ouro da terra ,por anos, sugaram as abastadas minas, por fim, esgotaram. És uma terra abençoada nova forma de trabalho fora criada o ciclo do couro aqui surgia muito trabalho, nova criação nascia. O ouro da terra tiraram a agricultura na terra plantaram o agricultor a terra havia cultivado cuidando da semente, do leite e do gado. Não só de trabalho vive essa gente a arte sempre esteve presente aqui viveram artistas renomados Cidade da Música, Prados, fora intitulado. O ouro acabou, a cidade cresceu o trabalho perpetuou, a arte permaneceu nasceram escultores, nasceu o artesanato criatividade e beleza, é pelo mundo espalhado. O pradense é povo trabalhador cria gado, cria ave, se entrega ao labor faz calçado, faz arte, é povo empreendedor Gente alegre, povo forte, festeiro e acolhedor! Segue tudo presente na memória! Segue Prados fazendo sua história… És terra abençoada, sua riqueza jamais fora esgotada! > Este poema foi escrito pela professora Graciane Cristina Morais, no dia 06 de abril de 2021, em homenagem ao aniversário da cidade de Prados, especialmente para os alunos conhecerem a história da cidade, por meio de versos e rimas (num momento em que todo o mundo passava pela pandemia do Coronavírus e as aulas precisavam ser à distância)
Conhecer nossa história e transmiti-la às novas gerações, nas mais diversas formas, é garantir que nossa essência seja preservada. Parabéns, Graciane. E parabéns, Prados, pelos seus 322 anos.
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